23 de jul de 2012

"A estrada vai muito além do que se vê...".



Chega finalmente o dia em que desisto. Acalme-se, querido leitor! Não desisto da vida ou do amor, desisto de questionamentos inacabáveis, fúteis, sem nexo e sem propósito. Cansei-me de olhar para trás e só admirar aquelas que pareciam borboletas no passado, mas que eram apenas lagartas. Não! Olharei desta vez para frente, como um navio que não tem outra opção senão seguir seu rumo sem olhar para trás. Não olharei mais desenhos tristes de outrora, cobertos por uma vida em preto e branco. Olharei para os céus que me inspiram e desenharei tudo novamente, mas de forma totalmente diferente. Desenharei colorido, exalando perfumes adocicados e falas ternas. Deixo para trás a ingenuidade, mas não o jeitinho de criança, moleca carioca. Cresço, sim senhor! Felicidade, Zé, é algo bom de se sentir, mas não de demonstrar. Quem é feliz não tem necessidade de gritar aos quatro ventos. Felicidade de verdade simplesmente é, não necessita complemento, nem pronunciamento. Só é feliz verdadeiramente quem olha a felicidade com respeito, não sai divulgando sua vinda por aí para qualquer um. Quem é feliz sabe que se é mais feliz em silêncio, em um cantinho, só para admirar a lua e estrelas com os amigos em uma noite de domingo. Não precisa mais de dos gritos da alma que fazem questão de dizer que é feliz enquanto nem sabe o sentido da felicidade. Alma de gente feliz sussurra, acalma, traz paz e não pede nada em troca. É feliz e é bom. A felicidade é o máximo que se pode alcançar, quem é feliz não precisa de recompensa. Já tem as estrelas, o sol, a lua, os pássaros, o amor, o que mais haveria de ser importante? Nada, nadinha! E se alguém por acaso, em alguma esquina por aí, disser-lhe o contrário, não acredite, Zé! Esse aí não conhece a felicidade.

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